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E você? Vai falar inglês em 2016?

No Brasil,  o mercado de ensino de idiomas estrangeiros, em geral, é feito de promessas de aprendizagem e de domínio da língua estrangeira de uma forma fácil e rápida, quase beirando a soluções mágicas. Notadamente, o mercado de cursos de inglês é dominado por esse tipo de marketing, que pode ser visto como uma piada (de mau gosto!). Milhares, e muito provavelmente milhões de brasileiros, de todas as idades e por razões diversas, acabam caindo na desilusão de falar um idioma estrangeiro sem dedicação e sem uma prática contínua. Essa frustação deve-se, em muitos casos, as promessas de se aprender ou dominar o idioma inglês ao estilo ‘fast food’.

A verdade é que são necessários muito empenho e dedicação por qualquer pessoa que realmente queira usar um idioma estrangeiro como sua segunda língua de comunicação. Essas condições independem do método, do professor ou do material e meios utilizados. Não há ‘atalhos’ para você aprender e falar qualquer idioma fluentemente.

Mesmo assim, e como se esse marketing enganador já não fosse danoso o suficiente, predomina, no Brasil, a ideia que o ensino de inglês pode ser feito pelo estudante de qualquer área, pelo turista que ‘passou um tempo lá fora’ ou, simplesmente por qualquer um que se julgue capaz de ensinar o idioma estrangeiro. Consequência? Mais desilusão e mais frustração das inúmeras pessoas que caem nas… ‘mãos’ desses ‘instrutores’.

E o engano não para por aí! ‘Aprenda com um nativo’. Você já deve ter ouvido esse apelo, não é mesmo? A ideia desse tipo de propaganda é que você aprende mais e melhor com um falante nativo do idioma alvo. No entanto, basta você responder a uma simples pergunta para saber a verdade:

– ser um nativo desse ou daquele idioma é suficiente para saber ensiná-lo com eficiência e eficácia? Ou,

– o fato de você se comunicar fluentemente em português o torna capaz de ensinar esse idioma para qualquer pessoa que precisar, incluindo aí qualquer estrangeiro?

– Of course not! Claro que não!

Recentemente, as conclusões de duas pesquisas desenvolvidas pelo linguista britânico David Graddol, 56 anos, a pedido do British Council, uma associação sem fins lucrativos do governo do Reino Unido e voltada para questões de ensino de inglês, revelou que não adianta ser nativo. Tem que ser qualificado para ensinar o idioma!

Em uma entrevista feita pelo portal O globo, o pesquisador Graddol afirma que os ‘Melhores professores de inglês não são britânicos nem americanos’.

Ao contrário do senso comum, o melhor professor de idiomas não é o nativo, mas aquele que fala também a mesma língua do aluno. A vantagem desse profissional está na capacidade de interpretar significados no idioma do próprio estudante. Com a hegemonia ameaçada no caso do inglês, professores americanos e britânicos devem reavaliar a maneira como ensinam o idioma.

David Graddol  também enfatiza a importância da formação, do domínio e da experiência do profissional:

Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro.

Para ver a entrevista completa, clique aqui.

Essa, então, é a minha dica para aqueles que procuram cursos de inglês ou professores particulares de idiomas. Em 2016, busque por profissionais realmente especializados, dedicados e bem preparados para lhe ajudar nessa grande missão que é falar um novo idioma!

 

Ensinar a metade do cérebro não é suficiente

Usando um infográfico, a Universidade da Flórida apresenta alguns argumentos de que as pessoas seriam capazes de tomar decisões melhores e de manter capacidade cognitiva extra se elas usassem ambos os lados do cérebro simultaneamente ao invés de focalizarem apenas nas funções lógicas e analíticas do nosso ‘órgão pensador’. São dados alguns exemplos de pessoas como Steve Jobs (Apple CEO) e Albert Einstein, que teriam essa habilidade naturalmente. E você? O que acha disso?

Parem de roubar sonhos

Seth Godin, um famoso empresário da área de marketing e autoajuda além autor de alguns best sellers, se aventurou também com o lançamento de um livro, que questiona o papel da escola. Apesar de muitas vezes ser considerado um autor sensacionalista, Seth Godin apresenta “a inadequação das escolas para formar mentes pensantes e criativas”. O autor aponta causas e consequências do modelo de escola que é comumente adotado no ocidente. Evidentemente, há o que se questionar no nosso sistema escolar, mas há também que se considerar todas as possibilidades de mudanças e como elas podem ser implementadas. De qualquer forma, Godin levanta essas e outras questões e, por isso mesmo, torna a leitura do seu livro-manifesto em um convite para uma boa reflexão sobre o que temos e o que podemos fazer para melhorar o sistema escolar.

Faça o download do manifesto diretamente do repositório do autor: “Stop stealing dreams