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Voos em risco devido ao baixo domínio da língua inglesa

Relatório da aviação civil britânica: o mal domínio da língua inglesa tem colocado em risco inúmeros voos. Em diversos momentos dos procedimentos, pilotos estrangeiros e até nativos da língua inglesa demonstram falta de domínio linguístico ao cometerem erros de uso e de entendimento dessa língua franca da aviação.

Leia mais em https://www.ft.com/content/c4012d50-186b-11e7-a53d-df09f373be87

Dicas TopSkills para quem quer realmente dominar a língua inglesa:

1)       Fuja dos métodos que prometem aprendizagem rápida, sem dedicação constante e que beiram ‘mágica’. O aprendizado de uma segunda língua, assim como o aprendizado de um instrumento musical, requer muita prática, não se engane.

2)      Comunique-se e não apenas entenda conteúdos e responda questões pré-estabelecidas e artificiais.  Isto é, pratique o idioma com alguém que seja capaz de argumentar e discutir um assunto do momento com você enquanto lhe explica o uso da língua.

4)      Aprenda inglês com um profissional habilitado para ensinar o idioma.

Perguntas que lhe ajudarão a decidir que tipo de aula será melhor para você:

– Seu curso ou professor prometem Inglês em 3 meses? Em 1 ano?  Quanto tempo você acha que precisa para dominar bem a língua para seu uso REAL em uma variedade de contextos que você quer/precisa (viagens, trabalho, estudo)?

– Aplicativos, conteúdos online ou aquele aparato ‘bacaninha’ são apresentados como soluções fáceis ou definitivas? Mas… esses recursos serão suficientes para que você se comunique com pessoas reais em um mundo real?

– É satisfatório para você apenas ouvir e repetir falas já pré-estabelecidas do seu professor ou daquela gravação em áudio/vídeo? Afinal, até papagaio sabe repetir frases, não é mesmo?

– Você prefere aprender com alguém que apenas ‘saiba’ falar inglês ou com um professor com formação específica, experiência e domínio linguístico comprovados para lhe guiar, explicar e praticar o idioma alvo?

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Medo de viver offline

Mais um novo termo na língua inglesa:
FOLO noun [U] UK ˈfəʊ.ləʊ US ˈfoʊ.loʊ abreviação de “fear of living offline”: o sentimento que algumas pessoas têm de ter que postar fotos atraentes nas redes sociais para tornar (ou tentar tornar) suas vidas mais interessantes.
This year however it’s all about FOLO (fear of living offline) which is the need for us to digitally validate anything we do (likes, shares and comments) otherwise it feels like it never took place.

Pesquisas x pesquisas

Luciano Lima – TopSkills.com.br

Ninguém questionaria a importância de se fazer pesquisas em qualquer área do conhecimento. Por outro lado, deveríamos questionar o que é  considerado pesquisa para as diversas áreas da ciência. Nos estudos sobre aquisição e aprendizagem de línguas há, por exemplo, inúmeras pesquisas que não atenderiam critérios mínimos para serem consideradas uma abordagem científica. Um bom exemplo é o emprego da teoria da complexidade aplicada à linguística. Nesse caso, a teoria foi transformada em um simples esquema metafórico para fazer descrições ‘holísticas’ sobre como seria o ‘processo’ de aquisição de um segundo idioma.

Essa constatação está bem explica no artigo de Kevin R. Gregg, entitulado Shallow draughts: Larsen-Freeman and Cameron on complexity. Nele, o autor mostra, com riqueza de detalhes e argumentos, o disparate com que foi proposto o emprego da teoria da complexidade como base teórica para se investigar a questão da aquisição de um segundo idioma. O autor chega a afirmar que é um desserviço a forma como as autoras  Larsen-Freeman and Cameron tratam essa teoria.

Curiosamente, e por força de se fazer parte de um grupo à época do meu doutorado, eu acabei por adotar* essa perspectiva teórica ao investigar o efeito da inclusão de chatterbots em ambientes virtuais de ensino a distância. Apesar de já à época eu ter observado a vagueza e falta de rigor na forma como o emprego desse paradigma ao estudo de ensino e aprendizagem de um segundo idioma era feito, hoje, dou minha mão à MISTAKEpalmatória por ter embarcado nessa canoa furada. Não obstante, insisti, já na redação de minha tese, em trazer um pouco de referências e de condições de pesquisa de outros autores e de outras áreas que se apresentavam bem coerentes (mais convincentes!) do ponto de vista do método científico. Propus e realizei uma coleta significativa de dados, acompanhada de um tratamento estatístico. Isso propiciou o emprego de um método investigativo confiável e com validação (análise quantitativa).

Contudo, o que se vê na prática de certos grupos da linguística é a insistência em se perpetuar por uma linha de descrições metafóricas que desprezam condições básicas da própria teoria da complexidade.  Por exemplo: para justificar seu emprego nos estudos sobre aquisição de um segundo idioma, modelos matemáticos e critérios de reducionismo do objeto pesquisado são simplesmente ignorados. O resultado dessa abordagem acaba sendo ‘conclusões’ do tipo `bigger than the world`. Não há, como consequência (ou inconsequência?),  nenhuma proposta real de avanço sobre qualquer item (métodos, didática, técnicas de ensino etc.) acerca da aquisição e do ensino de um segundo idioma.

O que se constata é tanto a simplificação das condições da teoria quanto da aquisição de uma segunda língua humana a simples esquemas metafóricos.  Nesse tipo de abordagem ‘complexa’ (e deturpada!) não é necessário sequer fazer qualquer investigação ou análise dos diversos níveis e eventos linguísticos (gramática, pragmática, fonética/fonologia, interlíngua etc.). Basta, a partir da adoção de um método qualitativo qualquer, considerar que toda língua(gem) humana é um ‘sistema’ e, portanto, seus ‘agentes’, ‘espaços’ e ‘estados’ são ‘dinâmicos’ e ’emergentes’ fazendo ‘esse sistema’ se ‘manter’ ou se ‘adaptar’, parando ou não em algum ‘vale’ por aí (!).

Os ‘dados’ para se chegar a esse conjunto de termos metafóricos genéricos são obtidos, usualmente, a partir da fala ou da coleta de depoimentos de alunos e professores (desde meia dúzia ou menos de sujeitos até algumas dezenas de declarações ‘espontâneas’). Isto é, não é necessário o levantamento de dados quantitativos (estatisticamente validados) muito menos robustos (minuciosos), de fato. Pior ainda, nesse tipo de pesquisa, qualquer meia dúzia de declarações é chamada de ‘corpus’ (!).

Por tudo isso, questionamentos como esses feitos por GREGG (2010) são de extrema importância para uma área do conhecimento que está abarrotada de pesquisas, artigos e livros (i.e coletânea de artigos) desprovidos de maiores rigores acadêmicos-científicos. Pesquisas essas que poderiam pertencer à áreas tais como análise do discurso, jornalismo ou mesmo filosofia, mas jamais incluídas na área de linguística.

Isto é, diante do status quo de várias pesquisas na área de letras no Brasil, fica evidenciada a importância da realização de mais revisões e de mais análises críticas realmente sérias. Torna-se primordial uma separação entre linguística e demais áreas da letras e artes. Procedimentos assim trariam avanços reais aos estudos linguísticos ao mesmo tempo que evitariam desperdícios de tempo e de dinheiro dos pagadores de impostos – os verdadeiros financiadores de um sistema estatal de educação e de pesquisas que carecem de estudos e de projetos realmente eficazes e consequentes.

* É notório, em certos meios acadêmicos brasileiros, condições de pesquisa bastante questionáveis: há, por exemplo, ‘instruções’ para que o aluno-pesquisador faça mais referências a pesquisadores brasileiros em preterimento a outros. Isso contraria frontalmente uma das condições para avanço na pesquisa: a busca e o emprego de referências e estudos mais robustas, ricas e coerentes (i.e. evidências), independentemente de serem desse ou daquele grupo nacional. 

Referências

Desafios da pesquisa no Brasil: uma contribuição ao debate. São Paulo Perspec.,  São Paulo ,  v. 16, n. 4, p. 15-23, Oct.  2002 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392002000400004&lng=en&nrm=iso>. access on  15  Feb.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-88392002000400004.

Gregg, Kevin R.  – Shallow draughts: Larsen-Freeman and Cameron on complexity, Second Language Research October 2010 26: 549-56.

Jordan, Geoff – Larsen Freeman’s IATEFL 2016 Plenary: Shifting metaphors from computer input to ecological affordances – publicado 19/04/2016. Disponível em https://criticalelt.wordpress.com/2016/04/19/larsen-freemans-iatefl-2016-plenary-shifting-metaphors-from-computer-input-to-ecological-affordances/

Machado, Rosana Pinheiro – Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica por  — publicado 24/02/2016 03h37, última modificação 24/02/2016 12h17. Disponível em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/precisamos-falar-sobre-a-vaidade-na-vida-academica

Treinando sua pronúncia em inglês

É comum, para todos que falam a língua inglesa, ter dúvidas sobre pronúncias de termos, expressões e mesmo sentenças inteiras. E se pudêssemos consultar ao mesmo tempo não apenas um, mas diversos falantes em contextos diferentes sobre essas dúvidas? É isso que a ferramenta a seguir propõe: encontrar no Youtube trechos em que o termo ou expressão ocorrem. Dessa forma, você pode assistir e ouvir sua busca em diversos vídeos.

Outra grande vantagem dessa ferramenta é o fato dos videos exibirem trechos com pessoas dos mais variados locais e situações. Assim, temos uma amostra da língua inglesa nas mais diversas instâncias de ocorrências reais (não direcionadas ou adaptadas para um objetivo em específico).

Confira em:

youglish.com/

E você? Vai falar inglês em 2016?

No Brasil,  o mercado de ensino de idiomas estrangeiros, em geral, é feito de promessas de aprendizagem e de domínio da língua estrangeira de uma forma fácil e rápida, quase beirando a soluções mágicas. Notadamente, o mercado de cursos de inglês é dominado por esse tipo de marketing, que pode ser visto como uma piada (de mau gosto!). Milhares, e muito provavelmente milhões de brasileiros, de todas as idades e por razões diversas, acabam caindo na desilusão de falar um idioma estrangeiro sem dedicação e sem uma prática contínua. Essa frustação deve-se, em muitos casos, as promessas de se aprender ou dominar o idioma inglês ao estilo ‘fast food’.

A verdade é que são necessários muito empenho e dedicação por qualquer pessoa que realmente queira usar um idioma estrangeiro como sua segunda língua de comunicação. Essas condições independem do método, do professor ou do material e meios utilizados. Não há ‘atalhos’ para você aprender e falar qualquer idioma fluentemente.

Mesmo assim, e como se esse marketing enganador já não fosse danoso o suficiente, predomina, no Brasil, a ideia que o ensino de inglês pode ser feito pelo estudante de qualquer área, pelo turista que ‘passou um tempo lá fora’ ou, simplesmente por qualquer um que se julgue capaz de ensinar o idioma estrangeiro. Consequência? Mais desilusão e mais frustração das inúmeras pessoas que caem nas… ‘mãos’ desses ‘instrutores’.

E o engano não para por aí! ‘Aprenda com um nativo’. Você já deve ter ouvido esse apelo, não é mesmo? A ideia desse tipo de propaganda é que você aprende mais e melhor com um falante nativo do idioma alvo. No entanto, basta você responder a uma simples pergunta para saber a verdade:

– ser um nativo desse ou daquele idioma é suficiente para saber ensiná-lo com eficiência e eficácia? Ou,

– o fato de você se comunicar fluentemente em português o torna capaz de ensinar esse idioma para qualquer pessoa que precisar, incluindo aí qualquer estrangeiro?

– Of course not! Claro que não!

Recentemente, as conclusões de duas pesquisas desenvolvidas pelo linguista britânico David Graddol, 56 anos, a pedido do British Council, uma associação sem fins lucrativos do governo do Reino Unido e voltada para questões de ensino de inglês, revelou que não adianta ser nativo. Tem que ser qualificado para ensinar o idioma!

Em uma entrevista feita pelo portal O globo, o pesquisador Graddol afirma que os ‘Melhores professores de inglês não são britânicos nem americanos’.

Ao contrário do senso comum, o melhor professor de idiomas não é o nativo, mas aquele que fala também a mesma língua do aluno. A vantagem desse profissional está na capacidade de interpretar significados no idioma do próprio estudante. Com a hegemonia ameaçada no caso do inglês, professores americanos e britânicos devem reavaliar a maneira como ensinam o idioma.

David Graddol  também enfatiza a importância da formação, do domínio e da experiência do profissional:

Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro.

Para ver a entrevista completa, clique aqui.

Essa, então, é a minha dica para aqueles que procuram cursos de inglês ou professores particulares de idiomas. Em 2016, busque por profissionais realmente especializados, dedicados e bem preparados para lhe ajudar nessa grande missão que é falar um novo idioma!

 

Quase 2 bilhões de pessoas aprendem inglês

Habitantes do países nórdicos e europeus constituem os principais aprendizes de inglês como segunda língua, mas há participações significativas de países asiáticos e até da américa latina. Dados publicados pelo English Proficiency Index sugerem que quase 2 bilhões de pessoas estudam o inglês como segunda língua.

Veja o relatório completo (em inglês!):

English Proficiency Index

Halloween ou Hallowe'en?

Na Inglaterra, além de Halloween, costumam escrever Hallowe’en, também. Aliás, a própria origem desse termo é britânica e ele foi cunhado, mais especificamente, na Irlanda por volta do ano 1000. Nessa época, a igreja católica romana estabeleceu a celebração do dia de Todos os Santos (The All Saints Day celebration), também chamado de All-hallows or All-hallowmas (do inglês medieval Alholowmesse). Daí, foram cunhados também os termos All Hallow Even, All-hallows Eve e, eventualmente, Hallowe’en.

É sempre bom lembrarmos que o festival original é de origem celta e surgiu há mais de 2000 anos. O povo celta acreditava que, com a chegada do inverno, espíritos assombravam os habitantes. Para espantá-los, as pessoas realizavam o festival chamado Samhain, justamente no dia 31 de outubro de cada ano.

Confira nos links a seguir dois vídeos curtos sobre a comemoração de Hallowe’en na Inglaterra:

Hallowe’en Scene 1 Language Focus

This time, Rob and Stephen are thinking about ‘think’. Oh – and, by the way…

 

Link → http://learnenglish.britishcouncil.org/word-street/halloween-scene-1-language-focus#sthash.GtvBS8MR

Hallowe’en Scene 2

Ashlie and Stephen’s house is full of witches, wizards, and ghosts… and everyone’s having a frighteningly good time!

Link → http://learnenglish.britishcouncil.org/word-street/halloween-scene-2#sthash.RcmmFhjc